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5 dicas que te vão ajudar a como organizar as finanças

17 Março, 2020

Grande parte da população perde um pouco o controle, quando se trata de dinheiro. Isto acontece, maior parte das vezes, por não saberem como organizar as finanças.

Neste post vou te mostrar que isto não é tão impossível como parece e com organização, um orçamento bem definido e planejamento, é muito mais fácil!

Regularmente ouço frases como ” Quem me dera que me saísse o Euro Milhões ” ou ” Ai, eu gostava era de ter dinheiro. ” O problema está precisamente em tu teres dinheiro e não saberes organizar e não saberes lidar com ele, independentemente da quantidade que seja.

Foca-te na solução e não no problema.

Como organizar as finanças

Poucos sabem quanto entra na sua conta e quanto sai. Em que é que gastam mais, no que é que não gastam tanto e isto é fundamental

Não podes simplesmente receber o dinheiro ao final do mês, pagar o que te chega a casa através das referências multibanco (se for o caso) e nem analisar nada. 

Precisas de saber organizar as tuas finanças! Lê tudo até ao fim e começa já hoje a aplicar tudo o que eu te disser aqui!

Tem um controle mensal 

Aqui, não há qualquer necessidade em ires a correr comprar um planner financeiro a algum lado, de todo! Se tens a oportunidade de usar as ferramentas que tens disponíveis, faz uso delas. 

É bastante importante que tenhas um controle do que entra e sai a nível de dinheiro da tua conta e das tuas mãos. No excel, por exemplo, podes optar por fazer uma tabela que não te demora mais que 10 minutos. Nela, podes registar todos os teus ganhos e gastos diários, sejam compras para a casa, roupa, um batom, um carro, o que seja.

Desta forma, no final do mês consegues ter uma perceção de onde gastas-te mais e menos dinheiro e das tuas finanças de uma forma generalizada.

Além do mais, também ficas com uma ideia de onde podes começar a poupar nos próximos meses. Não podes cair no erro de gastar mais do que aquilo que ganhas.

Vê também: Como resistir aos saldos e fazer compras conscientes

Sabe quais são as contas fixas que tens mensais

As contas que tens como: a água, a luz, o gás, a televisão, a internet, não podes evitar nem atrasar-te na altura de fazeres os pagamentos. Então, é muito importante teres bem definidas quais são essas contas, uma vez que estas devem ser a primeira coisa onde gastas o teu dinheiro quando o recebes.

Depois disso, aconselho-te a fazeres uma estimativa de quanto tens de retirar para o supermercado e para bens essenciais que sejam necessários, tanto para ti como para o teu agregado familiar, caso o tenhas. Atenção que bens essenciais não é umas calças que só porque são muito giras e estão na moda são precisas no momento. Sê seletiva/o e realista.

Tudo o que sobra depois deves guardar e gerir de forma cuidada e necessária.

Controlo mental 

Controlas bem os gastos que fazes diariamente e mensalmente? Faz contas à tua vida, pensa na quantidade de vezes que nesta ultima semana ou neste ultimo mês compraste algo sem ter o mínimo de noção. 

Imagina, se tu beberes 2 cafés por dia num estabelecimento habitual na rua, e se por média, cada um custar 0,60€, num mês gastas-te 36€ só em café. Agora, imagina se fumares. 

Até com o pão que costumas comer todos os dias ao pequeno almoço. Muitas pessoas, como tu, provavelmente compram pão todos os dias, independentemente de ainda terem em casa. É tudo uma questão de cabeça e de hábito. 

Vê também: Poupa dinheiro – 5 dicas que te vão ajudar

Organizar as finanças pessoais não é de todo fácil. É algo que leva o seu tempo e requer uma necessidade de mudar o seu mindset. Isto porque maior parte das pessoas nunca teve nem tem este tipo de preocupações. Ou seja, quando o querem começar a ter, há que mudar muito a forma como vêm a vida no geral, as suas prioridades e tudo o que está relacionado com o seu dinheiro.

Tens que estar totalmente apta/o para a mudança para conseguires ver uma mudança neste aspeto na tua vida. Nada é impossível, eu consigo, várias pessoas conseguem e tu também hás de conseguir.

Retira 10% dos teus ganhos para ti

Há tendência para comprares compassivamente e desnecessariamente, tal como referi na dica de cima. 

Desta forma, deves apontar na tua tabela os teus ganhos mensais, retirares 10% desse valor e guardares. Nesses 10% não mexes, só em caso de necessidade extrema! Isto vai te ajudar a teres muito mais controle sobre as tuas finanças pessoais. 

Assim, não há aquela tendência de gastares dinheiro em algo que sabes que não faz falta, e se quiseres gastar e tiveres o impulso sabes que o dinheiro está mais reduzido devido ao facto de ter menos 10% que o habitual. Se caíres no impulso vais-te sentir “culpada/o” e provavelmente podes até vir a perceber que esse dinheiro gasto desnecessário, nesse mês até fazia falta.

Se te adaptares bem, podes sempre ir aumentando à medida que fizer sentido para ti. Por exemplo, três meses tiras 10%, depois outros três meses tiras 15%. Isto depende de pessoa para pessoa e de carteira para carteira e tu tens de ter esta capacidade de analisar o que está a resultar para ti e o que podes ir modificando para conseguires melhorar de forma gradual.

Define metas financeiras

Quando este mês chegar ao fim, quanto é que tu queres ter de dinheiro na tua conta? Define esta meta todos os meses. Desta forma, vais te obrigar a querer atingir isso e a teres mais cuidado com o que compras e onde gastas o teu dinheiro. Se por acaso não atingires o que pretendes, sabes que não te vais sentir bem contigo. 

As metas financeiras que estipulas e defines todos os meses são literalmente o teu guia. Qualquer decisão que tu tenhas que tomar relativamente a algo que envolva dinheiro, vais sentir necessidade de as ir ver ou de pensar nelas.

Recomendo-te que definas metas a curto, médio e a longo prazo. Isto porque uma das características mais importantes nesta situação é a aplicação de um bom planeamento financeiro associado a um prazo, ou seja, um espaço de tempo no qual tu sabes que obrigatoriamente tens de alcançar o que te propuseste. Sem prazos, facilmente adias e deixas para o dia seguinte ou para a semana que vem o que tens para fazer.

Sempre que atingires uma das tuas metas sabes que estás mais perto do teu objetivo. Além disso, tens mais informações concretas de como é que podes lá chegar de uma forma eficaz.

Exemplos de metas financeiras

Com exemplos práticos torna-se mais fácil para ti conseguires interiorizar o que eu disse.

Viajar

Viajar pode ser uma meta de curto, médio ou longo prazo, dependendo de cada pessoa. Eu pessoalmente aconselho que seja a longo prazo devido às promoções que há regularmente, mas é uma decisão tua. Ires para um destino sozinha/o ou em família para fora do país é totalmente diferente e requer um planeamento diferente, assim como um rendimento diferente.

Neste tipo de situações é importante guardares sempre uma parte do dinheiro para usufruires durante a viagem em si.

Casar

Uma festa de casamento pode ser bastante cara, mesmo as mais simples, e requerem ainda bastante planeamento. São uma meta a médio prazo.

Neste tipo de casos precisas de ter em consideração:

  • Quantos convidados vão;
  • O espaço em si;
  • Quanto queres gastar numa estimativa;
  • Uma data prevista.
Comprar uma casa

Este é um tipo de meta a longo prazo, porque para comprares uma casa é preciso muito, não é chegar, ver e no dia seguinte estás lá a morar. É uma decisão que exige muita disciplina.

Precisas de juntar uma boa quantia de dinheiro para dares como entrada, de ter a possibilidade de pagar a renda em parcelas e te certificares que consegues realmente viver de uma forma equilibrada com aquela despesa mensal.

Consequentemente, se não sabias como organizar as finanças e andavas meio perdido/a em relação a isso, espero que este artigo te tenha sido uma grande ajuda!

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